Sol e câncer de pele: como equilibrar essa relação
Tomar sol diariamente é essencial para prevenir doenças e promover bem-estar. Mas o cuidado com essa exposição, tem que ser permanente para afastar os riscos do câncer de pele.
A exposição diária ao sol, na medida certa, traz diversos benefícios para a saúde. No entanto, seja pela falta de tempo, pelo estilo de vida ou pelo medo da radiação solar, muitas pessoas simplesmente abdicam deste hábito ou o fazem de maneira inadequada.
A Dra. Ailla Mello, integrante da equipe de Dermatologia da Clínica Primacordis, credenciada à Copass Saúde em Belo Horizonte, orienta sobre os cuidados e explica que “tanto a falta de exposição ao sol quanto a exposição excessiva podem ter efeitos negativos para a pele e para a saúde geral.” É preciso saber aproveitar o poder da luz solar, sem correr riscos.
BENEFÍCIOS DO SOL
A luz solar é importante na produção e fixação de vitamina D, essencial para diversas funções do organismo. A síntese da vitamina D é maior quando não são usadas barreiras que dificultem o contato dos raios do sol com a pele, como o protetor solar.
O sol também estimula a produção de melanina, importante proteção para a pele, além de fortalecer ossos, músculos e o sistema imunológico, diminuir a pressão arterial, contribuir no tratamento de condições de pele, como a psoríase, entre outros benefícios.
A exposição ao sol também pode melhorar o humor, aumentando a liberação de substâncias como serotonina e endorfina, que causam sensação de bem-estar e são conhecidas como “hormônios da felicidade”.
O RISCO DA EXPOSIÇÃO EXCESSIVA
Por outro lado, a exposição solar excessiva é o principal fator de risco para o câncer de pele. De acordo com a Dra. Ailla, a radiação ultravioleta (UV) danifica o DNA das células da pele, o que pode gerar mutações que aumentam o risco para o câncer.
As pessoas que se expõem ao sol de forma prolongada, frequente e sem proteção constituem o grupo com maior risco de desenvolver o câncer de pele, principalmente aquelas de pele, cabelo e olhos claros. Contudo, “como a incidência dos raios ultravioleta está cada vez mais agressiva em todo o planeta, as pessoas de todos os fototipos devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol, alerta a médica.
Isso vale para todas as idades, desde cedo, pois o maior dano à pele causado pelos raios solares se dá na infância e adolescência.
O CÂNCER DE PELE
O câncer de pele é o tipo mais comum entre os brasileiros. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 185 mil novos casos.
Existem três tipos: carcinoma basocelular (CBC) e carcinoma espinocelular (CEC), tipos mais prevalentes na população, e o melanoma, tipo menos frequente e com pior prognóstico, apesar de ter chance de cura de mais de 90% quando tratado precocemente.
A maior parte dos cânceres de pele tem cura, porém as chances são bem maiores e o tratamento é mais fácil nos casos de diagnóstico precoce. Por isso, além dos cuidados preventivos, a observação constante da pele quanto aos sinais do câncer é fundamental. A Dra. Ailla orienta sobre a importância de ficar atento, principalmente, a lesões e pintas que sejam elevadas, que sangram com facilidade, apresentam múltiplas cores e não cicatrizam.
COMO SE PREVENIR CONTRA O CÂNCER DE PELE
A recomendação de exposição ao sol varia de acordo com o tipo de pele e a localização geográfica. Geralmente, para a síntese da vitamina D, são suficientes de 10 a 30 minutos por dia, sem protetor solar. Para além desta exposição, outros cuidados são necessários:
- Evitar tomar sol e permanecer à sombra entre as 10 e as 16 horas, período de maior radiação UV;
- Usar chapéus, camisetas com proteção, óculos escuros, barracas e protetores solares;
- Usar filtro solar diariamente, mesmo quando não estiver diretamente exposto ao sol. Utilizar produtos contra radiação UVA e UVB e com fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, dependendo das atividades de lazer ao ar livre. Isso vai prevenir as queimaduras solares e o fotoenvelhecimento;
- Não fazer bronzeamento artificial. No Brasil, essa prática é proibida desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A exposição a essas fontes de radiação é tão prejudicial quanto a exposição solar excessiva;
- Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas, manchas ou lesões suspeitas.
Esse conteúdo foi produzido por meio do convênio Saúde em Dia, uma parceria entre Copass Saúde e GNSS- Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da Copasa.