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Segurança do paciente: uma evolução do cuidado

08/10/2025

A adoção de práticas seguras durante o atendimento minimiza a possibilidade de intercorrências evitáveis e garante que o paciente tenha uma experiência mais positiva e eficiente.

Quando um paciente é atendido por um serviço de saúde é seu direito receber cuidados sem sofrer danos que podem ser evitados. Mas situações inesperadas, chamadas de eventos adversos, podem ocorrer. Falhas na comunicação, erros na administração de medicamentos, infecções, quedas são exemplos de riscos que podem causar complicações, procedimentos desnecessários ou prolongar internações.

A segurança do paciente diz respeito a um conjunto de diretrizes para garantir que os serviços de saúde estejam organizados para prevenir falhas, identificar riscos com antecedência e corrigir problemas de forma rápida e eficaz. O objetivo é garantir que cada paciente seja atendido com qualidade, respeito e segurança ao longo de toda a sua jornada no sistema de saúde.

O Brasil conta com o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), criado pelo Ministério da Saúde, com o intuito de apoiar as instituições, como hospitais e ambulatórios, para a adoção de práticas mais seguras. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o órgão responsável por instituir e acompanhar as ações adotadas, de acordo com a Resolução RDC Nº 36, de 25 de julho de 2013. Essa norma prevê que os hospitais implantem o Núcleo de Segurança do paciente (NSP) que são responsáveis pela apuração dos eventos e sua notificação para a ANVISA pelo sistema próprio de notificação.

COMO FUNCIONA NA PRÁTICA

As ações para a segurança do paciente incluem o estabelecimento de protocolos; o engajamento e capacitação de profissionais e gestores; o monitoramento dos eventos adversos; e o envolvimento do paciente em sua própria segurança.  Entre as estratégias que as instituições de saúde aplicam, na prática, estão:

  • Identificação correta do paciente: garantir que o paciente seja corretamente identificado antes de qualquer procedimento, para evitar erros de medicação, diagnóstico trocado ou tratamentos inadequados;
  • Práticas de higiene: manter padrões rigorosos de higienização, especialmente das mãos, por todos os profissionais de saúde, para prevenir infecções hospitalares e disseminação de doenças;
  • Administração segura de medicamentos: assegurar que os medicamentos sejam prescritos, preparados e administrados corretamente, evitando erros de dosagem ou medicação incorreta;
  • Prevenção de quedas e lesões: implementar medidas para identificar pacientes em risco e adotar ações preventivas para evitar quedas e úlceras por pressão (escaras) em pacientes internados;
  • Comunicação eficaz: promover uma comunicação clara entre os profissionais de saúde, pacientes e suas famílias, garantindo que todas as informações relevantes sejam compartilhadas e devidamente compreendidas.

O PAPEL DA OPERADORA DE SAÚDE

As operadoras de saúde têm papel fundamental na segurança do paciente, através do monitoramento da qualidade dos atendimentos prestados aos seus beneficiários, verificação dos protocolos de segurança adotados pelas instituições de saúde credenciadas e implementação de programas específicos, como o de Gerenciamento de Internações (GI) da Copass Saúde.

O GI acompanha o beneficiário durante a sua permanência hospitalar e vai além, proporcionando a continuidade do cuidado após a alta, seja em casa ou nos demais programas oferecidos pela Copass. Segundo a enfermeira Fernanda Miranda, analista do programa, o GI é um elo entre a operadora, a equipe médica e o paciente, proporcionando celeridade nos processos administrativos e evitando permanência desnecessária no ambiente hospitalar. “Ao promovermos a proximidade com a família, paciente e a equipe assistencial, torna-se possível planejarmos uma alta segura, garantindo a continuidade dos cuidados e maior adesão ao tratamento proposto. Com isso, buscamos reduzir complicações e reinternações evitáveis.”

O foco do programa, explica Fernanda, é trabalhar em parceria com a equipe assistencial do hospital, tornando-se uma referência, através da presença contínua, e colaborando para a experiência positiva do paciente. Os possíveis eventos adversos identificados na internação são discutidos com a equipe hospitalar para que haja o melhor desfecho clínico. Dessa forma, o programa Gerenciamento de Internações tem contribuído de forma eficaz para segurança do paciente.

O PAPEL DO PACIENTE E SUA FAMÍLIA

O paciente também precisa ter participação ativa na sua segurança e, para isso, ele e seu acompanhante precisam ser envolvidos em todo o processo, através de orientações claras, campanhas de conscientização e abertura para o esclarecimento de dúvidas.

A enfermeira Fernanda Miranda dá dicas de como o paciente ou seu acompanhante podem contribuir para uma assistência segura:

  • Confirmar sua identificação sempre que for atendido;
  • Informar corretamente seus sintomas, alergias, uso de medicamentos e histórico de saúde;
  • Esclarecer suas dúvidas sobre exames, procedimentos e medicações prescritas antes da alta hospitalar;
  • Seguir as orientações médicas corretamente, evitando reinternações por falta de adesão ao tratamento;
  • Observar e relatar qualquer erro ou comportamento suspeito na assistência recebida.

Fernanda ressalta que o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) dos hospitais é um canal acessível e preparado para receber as demandas quanto à segurança do paciente. E o programa Gerenciamento de Internações da Copass está sempre pronto para acolher as queixas e identificar pontos para melhoria da assistência.

Esse conteúdo foi produzido por meio do convênio Saúde em Dia, uma parceria entre Copass Saúde e GNSS – Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da Copasa.

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