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O que você precisa saber sobre colesterol

22/08/2024

O colesterol é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Mas tudo depende do tipo e do controle dos níveis dessa substância no organismo, pois ela é também essencial para o desempenho de funções vitais. O estilo de vida é o grande responsável pelo equilíbrio dessa relação.

Presente no sangue e tecidos, o colesterol tem papel importante na estrutura e regeneração das células, na produção de hormônios e de vitamina D. Há basicamente dois tipos: o HDL (High Density Lipoprotein), conhecido como “bom colesterol”, que ajuda a evitar o entupimento das artérias, e o “mau colesterol”, denominado LDL (Low Density Lipoprotein) que, em níveis elevados, pode se depositar nas paredes das artérias, formando placas que aumentam os riscos para problemas cardiovasculares, cerebrovasculares e obstruções arteriais periféricas. O ideal é manter o colesterol HDL em níveis elevados, maiores que 40 mg/dl, e o LDL em níveis inferiores a 130 mg/dl.

O Dr. Carlos Amaral, cardiologista, sócio da CASS e assessor da Copass Saúde, explica que o colesterol LDL elevado não produz sintomas, o que o torna um “assassino silencioso”. Daí a importância de medir seus níveis e conhecer os riscos da associação com outros fatores de risco.

PRINCIPAIS RISCOS PARA A SAÚDE CARDIOVASCULAR

O colesterol LDL alto é um dos grandes vilões das doenças cardiovasculares. E seu potencial é elevado quando associado aos outros vilões, que são hipertensão arterial, diabetes, tabagismo e história familiar. Quanto maior o número de fatores de risco, maiores os riscos e prejuízos à saúde cardiovascular.
Entre as condições que influenciam o aumento do LDL estão diabetes, dieta rica em gorduras saturadas, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, tabagismo e obesidade. A herança genética também interfere na tendência ao colesterol elevado. Há, inclusive, uma condição rara, chamada hipercolesterolemia familiar, que gera lesões precocemente e tem tratamento mais complexo.

QUANDO MEDIR O COLESTEROL

Apesar de não haver sintomas associados a colesterol elevado, ele não precisa ser medido com muita frequência. Para pacientes sem histórico de colesterol elevado, a instituição americana US Preventive Services Task Force, especialista em recomendações de prevenção baseadas em evidências, preconiza que se faça a dosagem do colesterol a partir dos 30 anos de idade, a cada três anos. A mesma orientação vale para pacientes em tratamento que estejam com os níveis estabilizados. A medição frequente, em geral a cada três meses, é indicada apenas para pacientes com colesterol elevado em início de tratamento ou com histórico familiar de hipercolesterolemia. A dosagem é feita através do exame de sangue.

TRATAMENTO DO COLESTEROL

A medida inicial para controle dos níveis de colesterol é baseada em intervenções não farmacológicas, que englobam dieta pobre em gorduras saturadas, perda de peso e atividade física. Quando tais medidas não são suficientes, pode ser utilizada medicação. A principal indicação são drogas chamadas estatinas. Existem diversos tipos disponíveis no mercado, de preços variados, porém com efeitos colaterais e terapêuticos semelhantes.
É importante que o paciente entenda que a responsabilidade pelo sucesso do tratamento não pode ser transferida para o médico ou para o sistema de saúde, pois depende de mudanças de hábitos e comportamentos que só ele pode fazer.

PREVENÇÃO DO COLESTEROL

Estudos sobre os principais fatores que influenciam a saúde cardiovascular mostram que o estilo de vida do paciente corresponde a 50% dos riscos. Assim, a melhor forma de prevenção do aumento do colesterol é investir em hábitos saudáveis como alimentação pobre em gorduras saturadas, controle do peso corporal, redução do consumo de álcool e não fumar. A atividade física regular é indispensável porque contribui para reduzir o colesterol ruim e para aumentar os níveis do colesterol bom.

DIAGNÓSTICO DE SAÚDE COPASA/COPASS

Os resultados do Diagnóstico de Saúde realizado pela Copass Saúde e Copasa junto aos seus empregados revelam um alerta em relação aos riscos para doenças cardiovasculares.

Embora o número de pessoas que declararam ter colesterol alto na pesquisa seja de 4,12%, o cardiologista Carlos Amaral acredita que o índice seja maior, sugerindo que parte dos entrevistados pode não ter conhecimento sobre seus níveis de colesterol. Também o percentual de hipertensos ficou em 14,98% dos entrevistados, inferior à média brasileira, de cerca de 25% da população.  Por outro lado, a pesquisa refletiu as tendências mundiais, com um percentual significativo de pessoas com sobrepeso (45,6%) e obesidade graus I, II e III (22,59%).

Cabe ressaltar que nem sempre o paciente que tem obesidade ou hipertensão tem o colesterol alterado, mas a associação de um ou mais destes fatores aumenta os riscos cardiovasculares. E para o tratamento, a redução dos níveis de qualquer um facilita o controle dos outros fatores de risco.

Esse conteúdo foi produzido por meio do convênio Saúde em Dia, uma parceria entre Copass Saúde e USSS – Unidade de Serviço em Saúde e Segurança do Trabalho da Copasa.

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