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O que é a doença de Parkinson e como cuidar

11/04/2025

Apesar de ser uma doença crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo,  o diagnóstico e o tratamento adequados podem resgatar a autonomia perdida e preservar a qualidade de vida do paciente.

A doença de Parkinson é uma condição neurológica que compromete, principalmente, o sistema motor, afetando os movimentos do corpo. Ela ocorre devido à queda gradual da produção de dopamina, neurotransmissor responsável por controlar os movimentos como andar, escrever e falar. Ainda não foi descoberta uma causa específica para essa queda.

É uma doença comum, que acomete cerca de 1% da população mundial a partir dos 65 anos, o que representa aproximadamente 4 milhões de pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que 200 mil sejam afetadas.

Segundo o Dr. Rodrigo Santiago Gomez, neurologista do Hospital Madre Teresa, a idade é um fator importante para o desenvolvimento do Parkinson, sendo incomum abaixo dos 55 anos e com maior prevalência entre pessoas de 60 a 70 anos. A doença é crônica e progressiva, de evolução lenta, em geral, e variável para cada indivíduo.

SINTOMAS DO PARKINSON

A principal característica do Parkinson é a lentificação dos movimentos (hipocinesia). A pessoa começa a demorar mais para realizar atividades do cotidiano como entrar e sair do carro, escrever, vestir-se, tomar banho etc. Outros sintomas comuns são tremor, rigidez dos movimentos e instabilidade postural, com uma tendência de jogar o tronco e a cabeça um pouco para frente, gerando desequilíbrio e aumentando o risco de quedas.

Em estágios avançados, a doença também pode causar constipação intestinal, problemas no sistema urinário, queda de pressão arterial ao ficar de pé, alterações na fala, entre outros sintomas. A evolução da doença pode ainda comprometer o quadro cognitivo, causando demência.

O neurologista ressalta que, regra geral, os sintomas da doença de Parkinson se manifestam, inicialmente, de forma unilateral, e atingem os dois lados do corpo com o passar do tempo, porém, com intensidades diferentes em cada lado. Assim, quando os sintomas se apresentam nos dois lados do corpo desde o início, é importante avaliar a possibilidade de outros diagnósticos. “Não se pode confundir doença de Parkinson com parkinsonismo, que é um conjunto de sintomas e sinais característicos do Parkinson, mas que são provenientes de outras condições ou doenças. Algumas medicações, por exemplo, podem gerar o parkinsonismo medicamentoso, que tem sintomas praticamente iguais aos da doença”, explica.

FATORES DE RISCO DO PARKINSON

A idade é o principal fator de risco para a doença de Parkinson, mas existem outras situações favoráveis. Podem aumentar o risco fatores ambientais como exposição prolongada a pesticidas, poluentes, solventes, uso de água de poço, além de condições como sexo masculino, visto que os homens apresentam incidência um pouco maior que as mulheres, obesidade, diabetes tipo II, história de trauma craniano, depressão, história familiar em parentes de primeiro grau.

A questão genética não é comum, diz o médico, mas existem formas genéticas da doença de Parkinson, que são, em geral, mais graves e acometem pacientes mais jovens.

DIAGNÓSTICO DO PARKINSON

A identificação da doença é baseada em uma combinação de histórico clínico e exame físico detalhado. Existem ainda testes complementares que podem auxiliar o diagnóstico, mas nenhum oferece resultado preciso. Segundo o Dr. Rodrigo, com uma boa anamnese e exame clínico adequado é possível chegar ao diagnóstico correto em cerca de 80% dos casos.

A margem de erro ocorre porque existem outras doenças que apresentam sintomas muito semelhantes na fase inicial. Nesses casos, o melhor instrumento para confirmação do diagnóstico é o tempo, que vai mostrar o curso da doença, afirma o médico. Contudo, a imprecisão do diagnóstico não traz complicações para o paciente porque o objetivo do tratamento da doença é aliviar os sintomas.

TRATAMENTO DO PARKINSON

Apesar de não haver cura para a doença de Parkinson, o tratamento pode melhorar bastante a qualidade de vida do paciente. A medicação é utilizada como substituta da dopamina no organismo, tratando os sintomas. A mais comum é a L-dopa, mas outras também podem ser indicadas de acordo com a fase da doença. Uma característica do Parkinson, segundo o neurologista, é que logo que se inicia o uso da medicação os resultados aparecem rapidamente.

Alguns sintomas, como os tremores, também podem ter indicação de tratamento cirúrgico para melhoria do quadro. Além disso, o cuidado com o Parkinson passa pela manutenção de hábitos de vida saudáveis, com controle de peso, alimentação equilibrada e atividade física.

PREVENÇÃO DO PARKINSON

Os estudos em relação à prevenção ao Parkinson ainda não são conclusivos, mas dados mostram que existem alguns fatores de proteção contra doença como o consumo de cafeína e o uso de estatinas para controle do colesterol. Entre esses fatores protetores, o médico destaca que o mais eficiente para a prevenção é prática  regular de atividade física, incluindo exercícios aeróbicos.

Esse conteúdo foi produzido por meio do convênio Saúde em Dia, uma parceria entre Copass Saúde e GNSS – Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da Copasa.

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