Mitos e verdades sobre colesterol
O que você precisa saber para manter o controle do colesterol e garantir que ele trabalhe a seu favor.
O colesterol é um assunto que desperta muitas dúvidas e é lembrado como algo prejudicial à saúde. Não é bem assim. O colesterol é essencial para o pleno funcionamento do organismo, compondo as células de diversos órgãos e atuando na formação de hormônios e vitaminas. O colesterol se divide em dois tipos, que precisam estar em níveis equilibrados para desempenhar suas funções:
. HDL (High-Density Lipoprotein) – considerado “colesterol bom”, ajuda a remover o excesso de colesterol do sangue e transportá-lo até o fígado, para ser eliminado.
. LDL (Low-Density Lipoprotein) – conhecido como “colesterol ruim”, é responsável por transportar o colesterol para as artérias e, em excesso, causa o acúmulo de placas de gordura nas paredes arteriais, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.
O equilíbrio ideal para a saúde consiste em manter níveis altos de HDL e níveis baixos de LDL no sangue, afirma o Dr. Rodolfo Faria Franco, médico generalista da clínica de Atenção Primária à Saúde (APS) da Copass Saúde, em Brumadinho. Mas existem diversos mitos que podem confundir e verdades que precisam ser esclarecidas para aprendermos a manter o colesterol sob controle. Confira as considerações do Dr. Rodolfo sobre algumas das principais informações popularmente difundidas sobre o colesterol:
1 – Colesterol alto provoca infarto, AVC e outras doenças
É verdade. O colesterol elevado é um dos principais fatores de risco cardiovascular, aumentando as chances de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Além disso, o colesterol também causa depósito de gordura no fígado, que tem consequências graves, desregulação hormonal, entre outras complicações.
2 – Pessoas magras não têm colesterol alto
É um mito. O sobrepeso, geralmente, está associado ao maior risco de elevação do colesterol, mas pessoas magras também podem ter o colesterol aumentado, dependendo do seu histórico familiar e dos seus hábitos de vida. É importante a realização de exames regulares, pois o fato de ser magra pode falsear a real condição de saúde da pessoa.
3 – O colesterol só afeta a saúde de pessoas mais velhas
Mito. O colesterol aumentado pode acometer pessoas de qualquer idade, principalmente se há predisposição genética. Pessoas jovens com sobrepeso, diabetes ou hipertensão correm mais riscos. Até crianças podem ter colesterol alto, devido à alimentação inadequada, o que não é muito comum, mas vem acontecendo.
4 – Consumir gordura aumenta o colesterol
É verdade, mas tudo depende da quantidade consumida. Em geral, as frituras em óleo vegetal são os alimentos que oferecem maior risco. Não há problema em comer frituras de vez em quando, mas se a pessoa tem o hábito de comer com frequência, ela tem um risco muito maior de desenvolver a hipercolesterolemia. A qualidade do óleo também faz diferença, pois quanto mais reutilizado, pior para a saúde. E não é só fritura, mas qualquer alimento rico em gordura vegetal ou animal. Até mesmo as gorduras boas, como o azeite, se forem consumidas em excesso podem aumentar o colesterol.
5 – Ovo aumenta o colesterol
É mito. O ovo não aumenta o colesterol e é uma fonte rica em proteína, vitaminas e minerais. Somente o consumo de uma grande quantidade por dia poderia afetar os níveis de colesterol. Mas é importante observar a forma de consumo: se a pessoa come ovo frito em óleo todos os dias, ela corre o risco de aumentar o colesterol, não pelo ovo, mas pela fritura.
6 – Abacate reduz o colesterol
Verdade. O abacate tem ação antioxidante e é rico em gorduras monoinsaturadas, que ajudam a reduzir o colesterol ruim e a aumentar o colesterol bom, trazendo benefícios para a saúde cardiovascular.
7 – Água com limão, água com beringela e óleo de coco reduzem o colesterol
São mitos, pois não há estudos que garantam respaldo científico sobre os reais benefícios. Para o controle do colesterol é importante focar em estratégias comprovadamente eficientes.
8 – Dietas que cortam totalmente carboidratos aumentam o colesterol
Depende dos alimentos que vão substituir o carboidrato na dieta. Geralmente, dietas que cortam o carboidrato precisam aumentar o consumo de proteína. Se as fontes de proteína tiverem mais gordura, pode haver aumento do colesterol. O ideal é que as dietas não tenham restrições, mas um equilíbrio de carboidratos e proteínas.
9 – Dietas veganas ou vegetarianas reduzem o colesterol
As dietas veganas e vegetarianas tendem a ter menos gordura, o que reduz o colesterol, mas depende das escolhas e da forma como os alimentos consumidos são preparados. Se, por exemplo, a pessoa come batata frita em óleo vegetal todos os dias, ela está aumentando seu colesterol.
10 – Atividade física interfere nos níveis de colesterol
É uma verdade absoluta. A atividade física interfere muito nos níveis de colesterol e é essencial para o seu controle. A prática regular é capaz de reduzir os níveis de LDL e aumentar o HDL. São recomendadas atividades aeróbicas – como caminhar, correr, pedalar, nadar – aliadas à musculação.
SOB CONTROLE
Para manter os níveis de colesterol equilibrados, o Dr. Rodolfo recomenda a realização periódica de um check up médico, com exames de rotina; além de alimentação saudável, evitando o consumo de frituras, alimentos gordurosos e ultraprocessados; e a prática de atividade física regular. Quando necessário, é possível utilizar medicamentos para o controle, como as estatinas. Sempre com orientação e acompanhamento médico.
Em seu dia a dia no consultório, o médico observa que, em muitos casos, a inclusão de atividade física na rotina e mudanças na dieta, em apenas três meses, já fazem uma grande diferença na regulação dos níveis de colesterol no sangue do paciente. Daí a importância dos hábitos saudáveis para a redução do risco cardiovascular.
Esse conteúdo foi produzido por meio do convênio Saúde em Dia, uma parceria entre Copass Saúde e GNSS – Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da Copasa.