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Doença celíaca: quando a dieta sem glúten é a única opção

14/05/2025

O consumo de alimentos que contêm glúten, tão comuns na mesa do brasileiro, afeta de forma drástica a saúde e a qualidade de vida de uma parcela da população que convive com a doença celíaca. Excluir a proteína da dieta é a saída para a vida voltar ao normal.

A doença celíaca é uma desordem autoimune que ocorre quando o sistema imunológico reage de forma anormal e permanente ao glúten, proteína encontrada no trigo, centeio, cevada, malte, aveia e seus derivados, como massas, pizzas, bolos, pães, biscoitos, cerveja, uísque, vodka e outros. Essa reação causa danos ao intestino delgado, provocando dificuldade para absorção dos nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água. Se não tratada, a doença pode ter consequências graves e levar à morte.

A manifestação da doença é mais comum na infância, entre 6 meses e 3 anos, mas pode surgir em qualquer idade. Afeta pessoas com predisposição genética e tem incidência duas vezes maior em mulheres. De acordo com a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), estima-se que, aproximadamente, 2 milhões de brasileiros sejam celíacos, sendo que a grande maioria, cerca de 80%, não tem diagnóstico.

SINTOMAS E CONSEQUÊNCIAS DA DOENÇA CELÍACA

Os sinais mais comuns da doença celíaca são diarreia ou prisão de ventre crônicas, dor abdominal, inchaço na barriga, falta de apetite. No caso das crianças, podem ocorrer vômitos, comprometimento do desenvolvimento, baixa estatura, enfraquecimento muscular. Em gestantes, a condição aumenta o risco de aborto.

A perda da capacidade de absorção dos nutrientes pode gerar quadros de anemia, perda de peso, desnutrição, irritabilidade, cansaço, indisposição. A doença também pode causar alterações nas enzimas do fígado e da pele, além de osteoporose, problemas relativos à fertilidade e alguns tipos de câncer, como o de intestino.

Além dos sinais clássicos, a doença também pode se manifestar por apenas um dos sintomas (monossintomática) ou de forma assintomática. Por isso, é importante que seja investigada a probabilidade da doença em familiares quando há casos de celíacos que sejam parentes de primeiro grau.

DOENÇA CELÍACA OU INTOLERÂNCIA AO GLÚTEN NÃO-CELPIACA?

A doença celíaca pode ser confundida com a intolerância ao glúten não-celíaca, pois os sintomas mais comuns nas duas condições são dores abdominais, distensão da região, constipação e diarreia. Contudo, enquanto a doença celíaca é uma intolerância provocada por reação do sistema imunológico, causando um processo inflamatório no intestino delgado, a intolerância ao glúten não-celíaca é apenas uma sensibilidade à proteína, podendo ser causada pelo alto consumo de glúten, que não é bem digerido pelo organismo.

Embora sejam parecidos, no caso da doença celíaca, os sintomas vão além do sistema digestório, principalmente devido à dificuldade de absorção de nutrientes causada pela doença, que pode gerar outras condições e consequências mais graves.

DOENÇA CELÍACA OU INTOLERÂNCIA AO GLÚTEN NÃO-CELPIACA?

A doença celíaca pode ser confundida com a intolerância ao glúten não-celíaca, pois os sintomas mais comuns nas duas condições são dores abdominais, distensão da região, constipação e diarreia. Contudo, enquanto a doença celíaca é uma intolerância provocada por reação do sistema imunológico, causando um processo inflamatório no intestino delgado, a intolerância ao glúten não-celíaca é apenas uma sensibilidade à proteína, podendo ser causada pelo alto consumo de glúten, que não é bem digerido pelo organismo.

Embora sejam parecidos, no caso da doença celíaca, os sintomas vão além do sistema digestório, principalmente devido à dificuldade de absorção de nutrientes causada pela doença, que pode gerar outras condições e consequências mais graves.

DIAGNÓSTICO DA DOENÇA CELÍACA

O diagnóstico da doença celíaca é feito por exame clínico com médico especialista, que vai analisar os sintomas. Exames de sangue também são utilizados na detecção e a  confirmação do diagnóstico é feita através do exame de endoscopia com biópsia de amostras do tecido do intestino delgado.

O baixo índice de diagnósticos em relação à estimativa de casos existentes se deve à desinformação sobre a doença, além da variedade dos sintomas, o que faz com que muitos celíacos passem anos sofrendo com os sintomas e agravando suas condições, sem buscar tratamento adequado.

TRATAMENTO DA DOENÇA CELÍACA

A doença celíaca não tem cura, nem medicação específica. Contudo, quando o glúten é excluído da alimentação, em geral, os sintomas desaparecem por completo. Assim, a base do tratamento é a dieta com total ausência de glúten, que deve ser seguida rigorosamente pelo resto da vida.

A maior dificuldade dos celíacos é conviver com as restrições impostas pelos novos hábitos alimentares, pois a dieta ocidental é composta, em grande parte, por alimentos que contêm a proteína. Além disso, é  importante estar sempre atento, pois o glúten pode estar presente ainda em medicamentos, temperos e outros produtos utilizados na culinária.

Por outro lado, o mercado investe cada vez mais em opções de alimentos e produtos sem glúten e há muitas alternativas para substituir as farinhas proibidas, como fécula de batata, amido de milho, polvilho doce ou azedo, fubá, farinha de milho, de arroz, de araruta, entre outras.

RISCO DA CONTAMINAÇÃO CRUZADA

Qualquer quantidade de glúten, por mínima que seja, é prejudicial para o celíaco. A contaminação cruzada ocorre quando há transferência direta ou indireta de resquícios do glúten para outros alimentos. Isso pode ocorrer nas diferentes etapas do processo de produção do alimento: preparo, tratamento, armazenamento, transporte, momento de servir. As fontes de contaminação podem ser esponjas, panos de prato, vasilhas, colheres de pau, óleo para fritura, dentre outros.

Devido ao risco, celíacos só podem ingerir alimentos preparados em cozinhas descontaminadas. Para garantir a segurança em relação ao glúten e à possibilidade de contaminação cruzada,  a Lei federal nº 10.674, de 2003, obriga que todos os alimentos industrializados informem em seus rótulos a presença ou não da proteína.

O GLÚTEM NÃO É SEMPRE UM VILÃO

Como a dieta sem glúten se popularizou e virou moda, criou-se a falsa ideia de que a proteína não é saudável. Mas especialistas afirmam que o glúten não faz mal ao organismo das pessoas que não têm doença celíaca, alergia ou intolerância à proteína e não é recomendado retirá-lo da dieta por modismos ou para emagrecer.

Alimentos que contêm glúten podem ser boas fontes de carboidratos complexos, considerados essenciais para uma dieta balanceada. O ideal é consumir em proporções adequadas e sempre dar preferência para as versões integrais e menos processadas.

Esse conteúdo foi produzido por meio do convênio Saúde em Dia, uma parceria entre Copass Saúde e GNSS – Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da Copasa.

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