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Controle da função da tireoide garante qualidade de vida

23/06/2025

A tireoide promove o equilíbrio do organismo e, quando não funciona bem, pode trazer complicações severas. Porém, para as disfunções mais comuns, o tratamento é simples e eficiente.

A tireoide é uma glândula essencial para o bom funcionamento do corpo humano, sendo responsável pela regulação e controle de órgãos vitais como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Localizada na região superior frontal do pescoço, a tireoide fabrica os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam no metabolismo por toda a vida, desde a formação fetal.

As principais doenças da tireoide ocorrem quando a glândula não funciona corretamente, liberando hormônios em quantidade insuficiente (hipotireoidismo) ou em excesso (hipertiroidismo). Ambos podem ocorrer em qualquer idade e acometem mais as mulheres. São disfunções bastante comuns na população, sendo o hipotireoidismo  bem mais frequente que o hipertireoidismo. Há ainda outras doenças menos comuns que podem afetar a glândula, como o câncer de tireoide.

Segundo a endocrinologista Sílvia Gontijo Modenesi, credenciada à Copass Saúde, a tireoide interfere no corpo todo e os sintomas dos problemas na glândula se confundem com os de outras doenças. Contudo, felizmente, hoje em dia é raro se chegar a níveis graves de problemas na tireoide, devido à facilidade de diagnóstico e tratamento.

HIPOTIREOIDISMO

Com o hipotireoidismo, todo o metabolismo fica mais lento, o que gera sintomas como cansaço, desânimo, sonolência excessiva, inchaço, dificuldades de raciocínio, de funcionamento intestinal, queda de cabelo, entre outros. A médica salienta que muitas pessoas associam o ganho de peso ao problema. Contudo, embora seja uma das possíveis manifestações do hipotireoidismo, isso não ocorre ou é totalmente revertido quando a produção de hormônios é controlada pelo tratamento.

Hipotireoidismo na criança

Na criança, o hipotireoidismo deve ser tratado rapidamente porque pode afetar a parte neuronal, motora e do crescimento, gerando sequelas gravíssimas. Daí a importância de fazer o “teste do pezinho”, que detecta o hipotireoidismo quando a criança nasce. Segundo a Dra. Sílvia, o atraso no tratamento é muito prejudicial poque a parte motora pode até ser recuperada, mas o comprometimento do desenvolvimento intelectual é mais complexo, podendo gerar danos irreversíveis, como o cretinismo, que causa deficiência mental e física.

Tratamento do hipotireoidismo

“Quando indicado, o tratamento do hipotireoidismo é simples e a resposta, geralmente, é muito boa”, afirma a médica. O paciente deve tomar regularmente o hormônio da tireoide, ajustando a dose às necessidades do seu organismo até chegar no nível ideal. O acompanhamento médico periódico é fundamental.

Se o hipotireoidismo é de origem autoimune, o tratamento é para o resto da vida. Se houver outras causas, menos comuns, é possível que a produção de hormônios pela tireoide volte ao normal após um tempo.

HIPERTIREOIDISMO

O hipertireoidismo é a produção excessiva de hormônios pela tireoide. Pode ter várias causas, porém, a principal é a doença de Graves, condição autoimune na qual o organismo passa a não reconhecer suas próprias células e produz anticorpos contra elas. Essa reação provoca o aumento da função da tireoide e alterações nos olhos, fazendo com que eles fiquem com aspecto de “saltados”.

Ao contrário do hipotireoidismo, tudo fica mais agitado com o hipertireoidismo. O coração bate mais rápido, o metabolismo fica acelerado, pode haver tremor, nervosismo, insônia, calor excessivo, queda de cabelo, emagrecimento, os reflexos ficam mais rápidos, entre outros sintomas. O aumento da glândula também é um sinal.

Para a endocrinologista, clinicamente, o hipertireoidismo é mais incômodo, delicado e tem que ser acompanhado e tratado com muito cuidado, principalmente, na pessoa idosa, devido a questões como a taquicardia, que já é comum nessa faixa de idade.

Tratamento do hipertireoidismo

O hipertireoidismo deve ser tratado o quanto antes e cada caso exige uma abordagem individualizada, explica a Dra. Sílvia. O tratamento mais comum é o uso de medicamentos que reduzem a produção dos hormônios da tireoide. Esse processo precisa de acompanhamento rigoroso, pois as doses devem ser ajustadas com cuidado, buscando sempre a menor possível. O tratamento costuma ser prolongado, já que o hipertireoidismo pode voltar mesmo após a estabilização do quadro. A pessoa deve estar atenta a qualquer sinal de retorno dos sintomas para reiniciar o tratamento rapidamente.

Uma segunda opção é o tratamento com iodo radioativo, que destrói as células deficientes da tireoide. Esse método é recomendado para quem não tolera os medicamentos devido aos efeitos colaterais, mas não é adequado para todos os casos. Há ainda a opção de cirurgia para retirada da tireoide, indicada apenas em último caso. Após a cirurgia, a pessoa precisa tomar reposição hormonal pelo resto da vida.

EVOLUÇÃO DO CUIDADO COM A TIREOIDE

O iodo é um mineral essencial para a produção e síntese dos hormônios tireoidianos e precisa ser consumido em quantidade adequada para o bom funcionamento da glândula. Segundo a endocrinologista, antigamente, a falta de iodo no organismo era comum e fazia a tireoide crescer e inchar, ficando bastante aparente, o que conhecemos como bócio. Hoje, o sal que consumimos é iodado e a ingestão em quantidade adequada evita que isso aconteça.

Além disso, os demais sintomas de distúrbios da tireoide, normalmente, levam o paciente a procurar ajuda médica antes que a sua condição progrida até um ponto crítico ou provoque consequências mais graves. Com o tratamento correto, os sintomas desaparecem e o paciente recupera sua saúde e qualidade de vida.

Esse conteúdo foi produzido por meio do convênio Saúde em Dia, uma parceria entre Copass Saúde e GNSS – Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da Copasa.

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