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Como lidar com as múltiplas versões do “reumatismo”

06/11/2025

Ao contrário do que muita gente pensa, o reumatismo não é uma doença em si, tampouco uma condição restrita aos idosos. Mas uma coisa é certa: a dor é uma das principais queixas de quem sofre de alguma das doenças que englobam esse conceito.

Criado há, pelo menos, 2.400 anos, o termo reumatismo é bastante amplo e inclui mais de 200 doenças reumáticas, que acometem tanto crianças quanto adultos e idosos. Segundo a Dra. Iara Abreu, reumatologista do Centro de Infusão Compartilhado (CIC), da Copass Saúde, apesar de ser uma palavra ainda utilizada por várias pessoas, não existe um tipo determinado de reumatismo e a maneira correta de referência, de forma genérica, é chamar de doenças reumáticas.

Com o passar do tempo, as patologias que fazem parte desse grupo considerado como reumatismo foram sendo classificadas e descritas a partir de seus sintomas, causas e manifestações, que são muito amplas. As doenças reumáticas envolvem o sistema osteomuscular e o tecido conjuntivo, ou seja, possuem grande abrangência clínica e podem acometer desde as articulações e estruturas próximas, como tendões e ligamentos, até qualquer órgão do corpo humano. Entre as mais conhecidas estão osteoartrite (artrose), artrite reumatoide, fibromialgia, osteoporose, gota, tendinites e bursites, febre reumática, espondilite anquilosante, lúpus eritematoso sistêmico, entre outras.

SINTOMAS E CAUSAS DAS DOENÇAS REUMÁTICAS

As doenças reumáticas, quando não tratadas ou controladas, interferem diretamente na qualidade de vida das pessoas acometidas, afetando seu bem-estar e interferindo de forma negativa no seu dia a dia, afirma a reumatologista.

Os sintomas variam conforme o tipo da doença, mas, em geral, o sintoma inicial é a dor articular, em uma ou mais articulações, que pode estar associada a fadiga, distúrbios do sono, emagrecimento anormal, febre, lesões de pele ou outros, como tosse, dispneia e dor torácica. Tais sintomas podem ser limitantes, ressalta a médica: “um paciente com fadiga e dor, por exemplo, pode ter seu rendimento no trabalho afetado, não conseguir participar de atividades antes prazerosas em sua vida, além de precisar usar, muitas vezes, vários medicamentos em seu tratamento.”

As causas das doenças reumáticas são diversas e variam conforme o tipo da doença. De acordo com a médica, em muitas delas, o componente genético está presente, ou seja, pessoas com parentes que têm a doença apresentam maior chance de desenvolvê-la. Além disso, condições associadas, como tabagismo, infecções, sobrepeso, exposição solar inadequada e outras podem funcionar como gatilhos para determinadas patologias.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTOS

O diagnóstico das doenças reumáticas é feito em algumas etapas, explica a Dra. Iara. Inicialmente, é fundamental uma boa avaliação clínica pelo reumatologista, com o objetivo de compreender os sintomas e realizar um exame físico completo. Após esse momento, habitualmente, são solicitados exames laboratoriais e de imagem para complementar a consulta. “Dar o diagnóstico de uma doença reumatológica é como montar um quebra cabeça, ligando as peças da conversa clínica, exame físico e exames complementares, para fornecer o diagnóstico mais correto possível”, conclui.

Os tratamentos são diversos e podem englobar a educação do paciente para mudança do estilo de vida, reabilitação com fisioterapia e terapia ocupacional, além de uso de medicamentos que vão desde analgésicos e anti-inflamatórios até imunossupressores. Por se tratar de doenças crônicas, em sua maioria, o acompanhamento médico periódico é essencial para o controle dos sintomas.

É POSSÍVEL PREVENIR?

Para a Dra. Iara, falar em prevenção das doenças reumáticas é algo desafiador, diante das inúmeras doenças e suas diferentes causas.  Mas é consenso que a busca de uma vida saudável, com a prática regular de atividade física, cuidados com a alimentação, cessação de vícios como o tabagismo, além  da manutenção da saúde mental podem contribuir, efetivamente, para a menor incidência de seu acometimento.

CONVIVER COM A DOENÇA REUMÁTICA
 
O beneficiário Mauro José dos Santos, 66 anos, é paciente do Centro de Infusão Compartilhada (CIC). Ele descobriu que tinha espondilite anquilosante há 27 anos. Atualmente, vive bem com a doença, sem limitações. Mas o início não foi fácil.
 
“No começo, as dores eram bastante fortes. Eu tinha muita dor e rigidez nas articulações, principalmente no pescoço. Também tinha dificuldades para levantar da cama, parecia que eu carregava uns 500 quilos nas costas, tinha dores nos dedos, nas mãos, nos pés, muitas câimbras. Recebi o diagnóstico feito pela reumatologista e, de lá pra cá, venho tratando a doença.
 
Faço uso do medicamento imunobiológico, a cada 14 dias, associado a outras medicações para auxiliar no combate aos sintomas. Hoje, estou quase 100%. Graças a Deus, com o tratamento eu não tenho mais dores fortes, dirijo, vivo tranquilo. Eu convivo bem com a doença, fazendo o controle certinho e me cuidando. Não deixo de tomar a medicação no dia e horário certos, faço minha caminhada, faço pilates, tenho uma dieta boa, perdi peso. Assim, mantenho a doença estável e consigo ter uma vida normal.”


Mauro José dos Santos – beneficiário

Esse conteúdo foi produzido por meio do convênio Saúde em Dia, uma parceria entre Copass Saúde e GNSS – Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da Copasa.

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