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Como evitar e controlar a osteoporose

27/10/2025

Uma doença assintomática até se tornar mais grave, que pode ser prevenida e combatida com hábitos saudáveis, e exige rastreio e tratamento adequados, com acompanhamento médico contínuo.

A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos, tornando-os mais porosos e frágeis e aumentando, assim, o risco de fraturas, principalmente na região dos quadris, na coluna e nos punhos. A doença afeta, em geral, pessoas idosas, com maior prevalência em mulheres na pós-menopausa. Estima-se que cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com idade igual ou superior a 50 anos sofrerão uma fratura osteoporótica ao longo da vida. Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil convivem com a doença. 

De acordo com a Dra. Melissa Lopez Carrasco, médica de Família e Comunidade do Programa Integração Saúde, da Copass Saúde, em Belo Horizonte, a doença é silenciosa, ou seja, evolui sem apresentar sintomas até provocar uma fratura, que ocorre mesmo sem haver um trauma significativo. As fraturas osteoporóticas podem ter consequências graves, comprometendo a mobilidade e a autonomia do paciente, além de apresentarem alto índice de mortalidade entre os idosos, em decorrência de complicações do quadro.

A médica explica que o processo de consolidação do osso fraturado é mais demorado com a osteoporose. Além disso, após uma lesão, os ossos ficam ainda mais frágeis, aumentando o risco de ocorrência de novas fraturas.

FATORES DE RISCO

Além da idade avançada, diversos fatores podem aumentar o risco de osteoporose. Destaca-se a queda dos níveis do hormônio estrógeno, que ocorre no período pós-menopausa. Também são importantes o histórico de fraturas prévias; deficiências de cálcio e vitamina D; uso crônico de corticoides e outros medicamentos; tabagismo; consumo excessivo de álcool; sedentarismo. Esses elementos, especialmente quando combinados, potencializam os riscos.

Além disso, algumas patologias podem colaborar para o surgimento da osteoporose, como doença renal crônica, hipertireoidismo, diabetes, doença de Crohn, doenças reumatológicas, como artrite reumatoide e lúpus, entre outras.

Segundo a Dra. Melissa, há também um componente genético envolvido, embora a relação não seja direta. “Ter familiares com osteoporose aumenta as chances, mas não significa que a pessoa desenvolverá a doença, pois a manifestação depende da interação com outros fatores de risco”, ressalta.

DIAGNÓSTICO

Geralmente, além da avaliação clínica, o principal exame para diagnóstico da osteoporose é a densitometria óssea, que mede a densidade dos ossos do quadril e da coluna. A médica alerta que, por ser uma doença silenciosa, é fundamental que se tenha um cuidado de rastreio. Para idosos, principalmente as mulheres com mais de 65 anos, é importante fazer a densitometria óssea. A repetição da densitometria deve ocorrer, em geral, a cada 2 a 5 anos, conforme o resultado anterior e o risco individual de progressão da perda óssea.

TRATAMENTO E PREVENÇÃO

A prevenção e o tratamento da osteoporose caminham lado a lado. Manter níveis adequados de cálcio e vitamina D é essencial tanto para prevenir quanto para tratar a doença porque eles ajudam a manter a integridade óssea. Por isso, é importante o consumo, desde cedo, de alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados, vegetais verde-escuros, nozes e outros, além da exposição adequada ao sol. A Dra. Melissa afirma que quando o paciente não consegue suprir os níveis ideais de cálcio com a alimentação, é necessário fazer a suplementação. Já para a vitamina D, devido aos riscos da exposição solar, é mais comum a indicação de suplemento.

Não fumar e evitar o consumo de álcool em excesso também são essenciais. Outra questão importante é a atividade física. A prática regular de exercício físico de baixo impacto, para fortalecimento ósseo e muscular, precisa fazer parte da prevenção e tratamento da osteoporose, salienta a médica, pois quando os ossos e os músculos estão fortes, a chance de ocorrer fratura durante uma queda é menor. Uma dica é o pilates, atividade indicada atualmente para todas as idades, que proporciona maior força muscular e equilíbrio.

Quando há o diagnóstico de osteoporose, além dos cuidados já citados, o tratamento inclui o uso de medicações específicas para fortalecimento ósseo, que podem ser orais ou endovenosas, de acordo com as condições do paciente. A escolha do medicamento depende do risco de fratura, efeitos colaterais e preferências, sempre com avaliação médica. Em qualquer estágio, segundo a Dra. Melissa, a doença pode ser controlada. O mais comum é a sua estabilização, mas, se o tratamento for iniciado de forma precoce, é possível até uma regressão do quadro. De qualquer forma, a osteoporose é uma doença crônica, que exige controle e acompanhamento médico permanentes.

OSTEOPOROSE E SAÚDE DA MULHER

Estima-se que uma em cada três mulheres acima dos 50 anos tenha osteoporose, o que se deve, principalmente, ao período da menopausa, marcado por transformações profundas no corpo feminino. A saúde dos ossos é uma das áreas mais afetadas devido à queda brusca na produção de estrogênio, hormônio essencial para a formação e a manutenção da massa óssea.

No climatério, a mulher perde massa óssea de forma acelerada, aumentando a fragilidade dos ossos e, consequentemente, o risco de fraturas, que podem ocorrer mesmo em situações de baixo impacto ou até de forma espontânea. As alterações hormonais associadas a outros fatores de risco tornam a possibilidade de desenvolvimento da osteoporose na mulher ainda maior.

A terapia hormonal pode contribuir para a prevenção da perda óssea em mulheres com sintomas moderados a intensos e risco aumentado de osteoporose, mas não deve ser utilizada como tratamento de primeira linha para a doença, isoladamente, alerta a Dra. Melissa. Além disso, a terapia hormonal não é indicada para todas as mulheres, devendo ser cuidadosamente avaliada conforme o histórico clínico, o risco cardiovascular e o risco de câncer de mama. A decisão deve sempre ser individualizada, ponderando os benefícios e riscos do tratamento.

Em muitos casos, segundo a médica, é mais adequado controlar a osteoporose por outros meios, como o uso de medicações específicas, além da suplementação adequada de cálcio e vitamina D e da prática regular de exercícios físicos que estimulem a força muscular e o equilíbrio.

Esse conteúdo foi produzido por meio do convênio Saúde em Dia, uma parceria entre Copass Saúde e GNSS – Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da Copasa.

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