Combate à hipertensão – A ausência de sintomas pode ser fatal
A hipertensão arterial afeta um em cada três adultos em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por ser uma doença crônica e silenciosa, estima-se que metade dos hipertensos desconhece sua condição e boa parte não trata de forma adequada, o que pode agravar consideravelmente o problema.
Cerca de 27,9% dos brasileiros sofrem de hipertensão, de acordo com dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2023). O número é mais alarmante entre os idosos, afetando em torno de 60%. Mesmo sendo uma condição tratável, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde registrou, em 2021, quase 40 mil mortes pela doença, que tende a aumentar com o envelhecimento da população.
CARACTERÍSTICAS DA HIPERTENSÃO ARTERIAL
A hipertensão arterial ocorre quando os níveis de pressão sanguínea nas artérias se mantêm elevados, forçando o coração a exercer um esforço maior que o normal e dificultando a distribuição do sangue para todo o corpo. Ela é considerada alta ao atingir valores iguais ou acima de 140/90 mmHg (14 por 9).
O grande problema da hipertensão é a ausência de sintomas, que costumam aparecer somente quando a pressão sobe muito. Apenas 10% dos hipertensos apresentam sinais da doença, com picos de pressão elevada. Um pico ou crise hipertensiva ocorre quando a pressão se eleva abruptamente, ficando acima de 180/120 mmHg, o que pode causar lesões sérias aos vasos sanguíneos e órgãos. A crise pode provocar sintomas como tontura, zumbidos no ouvido, dor de cabeça, palpitações, sensação de falta de ar, dor no peito, fraqueza, visão embaçada, sangramento nasal.
A idade avançada e a herança genética são fatores de peso no desenvolvimento da hipertensão, porém, a pressão arterial também sofre forte influência de outros fatores modificáveis, como excesso de peso, estresse, sedentarismo, tabagismo, consumo elevado de sal e bebidas alcoólicas.
TRATAMENTO E CONSEQUÊNCIAS DA NEGLIGÊNCIA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL
A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada, evitando as complicações. O controle passa, principalmente, pela adoção de um estilo de vida saudável, podendo incluir também medicação de uso contínuo.
A ausência dos sintomas é um complicador que leva muitos pacientes a darem pouca importância à doença ou a negligenciarem o tratamento, relaxando em relação ao uso correto da medicação ou até interrompendo o uso quando a pressão é controlada.
Mas, se não tratada adequadamente, a hipertensão pode trazer sérios riscos à saúde, afetando órgãos como cérebro, olhos, coração e rins, causando doenças graves como insuficiência e arritmia cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC), aneurisma, diminuição e até perda da visão, insuficiência renal.
COMO PREVENIR E CONTROLAR A HIPERTENSÃO ARTERIAL
Somente o médico pode determinar o melhor método para controlar a hipertensão e prescrever a medicação, quando necessário. Contudo, tanto para o controle quanto para evitar a doença, é imprescindível a adoção de hábitos saudáveis como:
– Manter o peso adequado;
– Mudar hábitos alimentares, evitando alimentos ultraprocessados e gordurosos, aumentando o consumo de frutas, verduras, legumes, carnes e cereais integrais, além de reduzir o consumo de sal e utilizar outros temperos naturais nas preparações;
– Praticar atividade física regularmente, incluindo exercícios aeróbicos;
– Aproveitar momentos de lazer e investir em atividades de relaxamento para aliviar as tensões e o estresse;
– Não fumar;
– Moderar o consumo de álcool;
– Manter o controle adequado da diabetes e dos níveis de colesterol;
– Fazer uso correto das medicações e manter o acompanhamento médico regular.
Esse conteúdo foi produzido por meio do convênio Saúde em Dia, uma parceria entre Copass Saúde e GNSS – Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da Copasa.