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Coqueluche: doença respiratória está de volta

17/01/2025

Doença taxada como antiga, mas que no último ano disparou em número de casos pelo Brasil. Em 2024, o Brasil registrou um aumento de 2.556% nos casos de coqueluche em relação a 2023, sendo o ano com mais casos desde 2015.

O que é?

A coqueluche, também conhecida como tosse comprida ou tosse convulsa, é uma doença infecciosa altamente contagiosa causada pela bactéria gram-negativa Bordetella pertussis. Essa infecção afeta as vias respiratórias, prejudicando o transporte de oxigênio até os pulmões. 

Como é transmitida?

A transmissão da coqueluche ocorre por meio do contato com gotículas respiratórias eliminadas durante a tosse, espirros ou fala de pessoas infectadas, especialmente em casos de contato direto com indivíduos não vacinados. O período de incubação da bactéria varia de 5 a 10 dias, podendo se estender, em casos menos comuns, até 21 ou, raramente, 42 dias.

Sintomas?

A coqueluche evolui em diferentes estágios, cada um com características distintas. O estágio inicial é marcado por sintomas que se assemelham a um resfriado comum, incluindo coriza, febre baixa, espirros e uma tosse leve e ocasional, que muitas vezes não desperta maiores preocupações. 

No entanto, à medida que a doença progride, entra-se no estágio de intensificação, que é o mais severo. Nessa fase, a tosse se torna intensa, persistente e incontrolável, frequentemente acompanhada de episódios de vômitos, exaustão extrema e alterações na coloração do rosto, que pode ficar vermelho ou azulado devido à dificuldade respiratória. Também é comum a ocorrência de picos de febre ao longo do dia, agravando o desconforto do paciente.

Por fim, a doença avança para o estágio final, no qual a tosse começa a diminuir gradualmente em frequência e intensidade. Embora os sintomas sejam menos debilitantes nessa etapa, a tosse pode persistir por um período prolongado, variando de 2 a 6 semanas e, em alguns casos, pode durar até 3 meses.

Atenção: bebês com até um ano de vida e pessoas com condições pré-existentes como a asma são mais propensos a formas mais graves da doença.

Tratamento?

O diagnóstico da coqueluche na fase inicial pode ser um grande desafio. No entanto, a presença de tosse seca persistente é um dos principais indícios e pode levar o médico a solicitar exames complementares, como PCR, hemograma e raio-x de tórax, para confirmar a suspeita.

O tratamento da coqueluche envolve, em grande parte, o uso de antibióticos, que ajudam a controlar a infecção e a prevenir a transmissão. Em casos mais graves, podem ser necessários procedimentos adicionais, como a sucção da mucosa acumulada nas vias respiratórias e a administração de oxigênio, para aliviar os sintomas e evitar complicações graves.

Como prevenir?

A vacinação é o método mais eficaz para prevenir a coqueluche, especialmente entre crianças, jovens e gestantes. Para adultos que ainda não foram imunizados, recomenda-se a vacina dTpa. 

Além disso, adote medidas de prevenção, como evitar contato com pessoas infectadas e manter boas práticas de higiene: lave as mãos regularmente, cubra a boca ao tossir ou espirrar e utilize álcool em gel sempre que possível.

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