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Causas e consequências da obesidade na infância

14/10/2019

A obesidade é uma doença crônica, complexa e multifatorial. O seu desenvolvimento ocorre, na grande maioria dos casos, pela associação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. O excesso de peso na infância pode provocar o surgimento de vários problemas de saúde como diabetes, hipertensão arterial, problemas cardíacos e alterações esqueléticas e de postura.

As crianças, em geral, ganham peso com facilidade devido a hábitos alimentares inadequados, aspecto genético e estilo de vida sedentário, distúrbios psicológicos, problemas na convivência familiar. São fatores importantes para a obesidade infantil:

Consumo excessivo de alimentos gordurosos: a transição alimentar que aconteceu nos anos 70 e 80 contribuiu para a nutrição inadequada das crianças de hoje. Os alimentos deixaram de ser manipulados pelas famílias, dando lugar a produtos alimentícios processados e ultraprocessados, com excesso de gorduras e açúcares. As crianças costumam imitar os pais e, assim sendo, se os pais têm hábitos alimentares errados, acabam induzindo seus filhos a se alimentarem do mesmo jeito.

Falta de atividade física: a vida sedentária facilitada pelos avanços tecnológicos (computadores, celulares, televisão, videogames etc.), fazem com que as crianças não precisem se esforçar fisicamente. Soma-se a isso o medo da violência urbana que leva as crianças a passarem mais tempo em casa, na maioria do tempo paradas em frente aos equipamentos eletrônicos.

Ansiedade: não são apenas os adultos que sofrem de ansiedade provocados pelo stress do dia a dia e pelas pressões da sociedade. Crianças e jovens também são cada vez mais alvos deste mal, que pode provocar uma alimentação compulsiva, como “fuga” da realidade.

Depressão: pessoas com sintomas de depressão sofrem alterações no apetite, podendo emagrecer ou engordar. Algumas pesquisas comprovam que a pessoa deprimida, geralmente, não pratica atividades físicas e come mais doces, principalmente, o chocolate.

Fatores hormonais: a obesidade pode ter correlação com variações hormonais tais como: excesso de insulina; deficiência do hormônio de crescimento; excesso de hidrocortisonas, entre outros.

Fatores genéticos: pesquisas revelam que a criança que tem pais acima do peso corre o risco de se tornar obesa também porque a obesidade pode ser adquirida geneticamente.

O tratamento da obesidade é multidisciplinar e envolve mudanças na alimentação e no estilo de vida, ajustes na dinâmica familiar, incentivo à prática de atividade física e apoio psicossocial. Para crianças e adolescentes, o envolvimento de toda a família é fundamental para garantir o sucesso do tratamento e permitir a adesão dos pacientes à terapia.

A prevenção é o melhor caminho para evitar a obesidade infantil. Confira algumas dicas básicas:Manter uma alimentação balanceada, rica em frutas, legumes e verduras;Respeitar os horários das refeições e não consumir guloseimas nos intervalos;Evitar alimentos gordurosos, como doces, frituras e refrigerantes;Praticar atividades físicas, sejam esportes na escola ou atividades orientadas por profissionais;Beber bastante água, pois ela é essencial para a hidratação do corpo, principalmente quando se pratica atividades físicas.

Fontes:

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Pediatria

Fiocruz

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